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Nunca te Esqueci / Recordando Roberto Carlos



Escrito por Biya às 20h19
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Estória de Ninar Gente Grande 41

Andava descrente de tudo e todos

depois de tantos tropeços.

A cabeça sempre inclinada

em cima do ombro desfalecido.

Sinal de consentimento

aos sentimentos estremecidos

chocalhando em seu íntimo.

O sol brilhante já não tinha sentido

só enxergava o cinza

da calçada vazia.

De repente,

o vento soprou segredos

do meu imenso amor contido.

Seu corpo foi enrijecendo,

os ombros crescendo em direção ao sol,

a cabeça erguida no retorno à vida.

Então, compreendendo que lhe fazia bem

mandei outro recado pelo vento,

que a brisa sussurrou suavemente:

-"Estou consigo. Sou sua eternamente."

Pressenti no momento o seu sorriso.

Recebi  de volta o seu carinho

no toque do vento .

Recebi de presente

em pensamento,

seu secreto amor

num doce beijo.

lydia lya.

 

 

 



Escrito por Biya às 17h21
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Secretamente

Virgínia Schall

Seus olhos estão perigosamente dentro

de mim

aqui fizeram morada

e estão como Deus

em toda parte

se interpondo

entre a paisagem mais próxima

entre a fresta de luz e a imagem

tangenciando meu olhar

que não sabe olhar puro

que se trai a cada segundo.

Seus olhos estão perigosamente pousados

sobre mim

como borboleta em flor

cobrindo minha pele em ternura

suaves como  seda

a farfalhar sobre os poros

e os pelos.

Luzes que incendeiam

em sublime música

meu corpo aceso em sede.

Sombras sobre minha noite

embalam meu sono

devassando meus sonhos

onde secretamente me assombram

estando fora e sendo dentro

espelho de amor intenso

e imenso.

Nossos olhos estão perigosamente

em comunhão

a despeito da separação

que a vida nos impõe.

E nossas vidas

sob risco

entre sermos felizes

ou tristes

e nossos destinos

por um triz

entre sucessos

e desatinos.

Secretamente

espreitamo-nos

como caminhos

à beira

de atraentes abimos. 

http://www.casadobruxo.com.br/poesia/v/vschall10.htm

biya



Escrito por Biya às 10h10
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Roberta Sá



Escrito por Biya às 22h34
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Escrito por Biya às 21h19
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Ontem fiz uma oração pelo meu filho.

Hoje manifesto a minha fé.

Amém



Escrito por Biya às 18h27
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Oração

 

Hoje, quero pedir a Deus por você, meu filho, a quem amo tanto.

Quero pedir as bençãos do Pai!

Amém.



Escrito por Biya às 23h07
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Poema de Thereza Cristina Motta

 

AMOR

Respondo-te com o mesmo calor da hora,
com o mesmo entusiasmo lançando-se sobre mim.
Respondo-te com as mesmas palavras longínquas,
o mesmo ardor do tempo,
que só responde a perguntas com o silêncio.
Somos os bravios olhos da tempestade,
o vórtice do furacão,
a manhã estrelada de tantas auroras antigas
- memória restaurada com as mãos ainda breves e leves.
Respondo-te com o que sei de mais límpido e transparente.
meus cristais sobre a areia ainda úmida da manhã.
A praia que nos cerca é fronteiriça
e nos abre os limites da espera e da vida.
Toda vida está diante de nossos olhos,
como o mar que nos aguarda
se o singrarmos.

Partimos para descobertas irrealizadas,
trafegamos outros mares por descuido
e voltamos, exaustos e mudos,
à mesma praia,
à mesma origem,
ao mesmo templo diante do abismo.
somos os que avançam sobre as águas
- cortando a lâmina fina do esquecimento.
lembramos quem somos e o sabemos
- toda vida está aonde a colocamos,
vibrando a única melodia que
conhecemos:
amor.

Thereza Cristina Motta

 http://www.casadobruxo.com.br/poesia/t/thereza01.htm

 



Escrito por Biya às 21h45
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AO PERDER A TI


Ao perder a ti, tu e eu perdemos
Eu, porque tu eras o que eu mais amava
E tu, porque eu era o que te amava mais
Contudo, de nós dois, tu perdeste muito mais que eu...
Porque eu poderei – quem sabe – amar outra como amava a ti
Mas a ti, com certeza, não te amarão como te amava eu!

De Ernesto Cardenal, poeta nicaraguense

http://portrui.spaceblog.com.br/232886/AO-PERDER-A-TI/



Escrito por Biya às 22h05
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Despedida / Cecília Meireles

Por mim, e por vós, e por mais aquilo

que está onde as outras coisas nunca estão

deixo o mar bravo e o céu tranquilo:

quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.

E como o conheces ? - me perguntarão. -

Por não Ter palavras, por não ter imagem.

Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras ?

Tudo.

Que desejas ?

Nada.

Viajo sozinha com o meu coração.

Não ando perdida, mas desencontrada.

Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.

Voou meu amor, minha imaginação ...

Talvez eu morra antes do horizonte.

Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.

(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão !

Estandarte triste de uma estranha guerra ... )

Quero solidão.

http://www.casadobruxo.com.br/poesia/c/despedida.htm



Escrito por Biya às 22h08
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Estória de Ninar Gente Grande 40

De repente ele soltou-se do mundo dos  sonhos

pra entrar na realidade vivida.

Chegou sem avisar, como quem sabe o que quer.

Encontrou-me distraída e perdida, ainda, no mundo dos sonhos...

Surpreendida presenciei sua chegada

sem acreditar que o sonho virara realidade.

A felicidade, por fim, veio visitar-me,

habitar meu mundo real, tal qual eu sonhara.

E, de repente, foi como nunca se tivesse partido

o tênue fio que separa o sonho da realidade.

Biya



Escrito por Biya às 23h09
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Feliz Dia das Bruxas! Feliz Halloween!

Gostosuras ou travessuras?



Escrito por Biya às 09h27
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Tradução:

Uma luz brilha no coração das pessoas,

que desafia a escuridão da noite.

Uma luz cravada em cada um

como asas da esperança levantando voo.

Um dia ensolarado quando nasce um bebê.

As pequenas coisas que dizemos.

Um brilho especial nos olhos de cada pessoa.

Presentes simples todos os dias.

Em algum lugar existe um paraíso,

onde todos encontram libertação.

É aqui na terra  e entre os seus olhos, 

um lugar onde encontramos nossa paz.

Venha! Abra seu coração.

Estenda as mãos para as estrelas.

Acredite no seu poder.

Agora, aqui neste local.

Aqui nesta Terra.

Esta é a hora.

É o lugar que chamamos de paraíso.

Cada um de nós tem o seu próprio.

Não tem nome, não, não, não tem preço.

É o lugar que chamamos de lar,

um sonho que alcança além das estrelas,

o azul sem fim do céu.

Sempre nos perguntamos quem somos,

sempre nos questionamos - por que?

Venha! Abra seu coração.

Estenda as mãos para as estrelas.

Acredite no seu poder.

 Agora, aqui neste lugar.

Aqui nesta Terra.

Esta é a hora.

Uma luz brilha no coração das pessoas,

que desafia a escuridão da noite.

Uma luz cravada em cada um

como asas da esperança levantando voo.

Como asas da esperança levantando voo.

http://www.paulobranco.com/2009/09/conquest-to-paradise-traducao-de-musica.html

 



Escrito por Biya às 08h42
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Poema de Mia Couto

Para Ti

Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"

 

 



Escrito por Biya às 21h42
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Venenos de Deus, Remédios do Diabo - Autor Mia Couto

 Mia Couto Escritor da Beira, Moçambique. Considerado um dos nomes mais importantes da nova geração de escritores africanos de língua portuguesa.

Venenos de Deus, Remédios do Diabo é sonho e pesadelo. Verdade e mentira. Um antídoto para os solitários, onde todos vivem na solidão, narrado por uma sensibilidade sozinha. São diálogos supremos, que o comum dos mortais só consegue ter em uma conversa na vida e normalmente dá romance eterno.

 «Amar – disse ele – é estar sempre chegando».

http://www.rascunho.iol.pt/critica.php?id=1355

"O médico Sidónio Rosa encolhe-se para vencer a porta, com respeitos de quem estivesse penetrando num ventre. Está visitando a família de Bartolomeu Sozinho, o mecânico reformado da Vila Cacimba. À porta, a esposa, Dona Munda, não desperdiça palavras, nem despende sorriso. É o visitante quem arredonda o momento, inquirindo:
- Então, o nosso Bartolomeu está bom?
- Está bom para seguir deitado, de vela e missal...
A voz rouca parece distante, contrariada como se lhe custasse o assunto. O médico acredita não ter entendido. Ele é português, recém-chegado a África. Refaz a questão:
- Perguntava eu, Dona Munda, sobre o seu marido..
- Está muito mal. O sal já está todo espalhado no sangue.
- Não é sal, são diabetes.
- Ele recusa. Diz que se ele é diabético, eu sou diabólica.
- Continuam brigando?
- Felizmente, sim. Já não temos outra coisa para fazer. Sabe o que penso, Doutor? A zanga é a nossa jura de amor."



Escrito por Biya às 19h29
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